Lindo trecho da crônica Aquelemundoqueperdemos, de Cecília Meireles. O texto faz parte do livro Episódiohumano, que reúne textos da autora publicados no periódico carioca OJornal, nos anos de 1929 e 1930.
Em 1958, o filósofo e escritor Jean-Paul Sartre foi convidado pelo cineasta John Huston para fazer um roteiro sobre o pai da Psicanálise, Sigmund Freud. O roteiro não foi aprovado, mas em compensação, ganhamos um livro muito interessante, que descreve em minúcias como Sartre via Freud nos anos que antecederam seu sucesso. Freud, além da alma (editora Nova Fronteira; 2005; 636 páginas; tradução de Jorge Laclette) mostra as fragilidades e dúvidas do doutor da Universidade de Viena que ainda hoje é amplamente estudado e reverenciado. A história começa em 1885, quando Freud ainda trabalhava com o professor Meynert no setor de Neurologia em um hospital de Viena. Por discordar da forma como eram tratadas as vítimas de histeria, Freud vai à Paris, para ter aulas com Dr. Charcot, figura polêmica no meio acadêmico, considerado por muitos, inclusive por Meynert, como um charlatão por utilizar a hipnose nos tratamentos. Aliás, são muitas figuras masculinas fortes na história. Além ...
Resolvi reativar meu blog sobre Literatura no dia do aniversário de Clarice Lispector, uma homenagem e uma forma de estar próxima dos deuses das boas palavras. O texto abaixo foi publicado em 16/08/20, no jornal O Dia. A bela ilustração é de Francisco Silva (Kiko). Antecipamos aqui que, em dezembro deste ano, será o centenário de nascimento da encantadora de leitores Clarice Lispector, dona de um rol de admiradores que se renova a cada geração. Ela nos deixou em 1977, mas está bem viva. Às vezes, até se multiplicando: vez por outra, pipocam frases nas redes sociais de outros autores, mas atribuídas a ela. E vira quase uma chancela: 'Se é Clarice, é bom'. Quem já leu (a autêntica), ama. E para quem (ainda) não leu, dê uma chance a essa brasileira nascida na Ucrânia, que passou a infância em Maceió e Recife e se tornou adulta no Rio, onde se aventurou em jornais como cronista e contista e lançou livros de diversos estilos, do romance ao infantil. Pronto! Já não pode dizer que não...
Quem ainda tem certa resistência a ler poesia, ou por achar que caiu em desuso ou por se lembrar, meio encabulado, daqueles versos bobos da época da escola, eu receito Paulo Leminski várias vezes ao dia. Ou recito, pelo menos três poeminhas dele, para ficar combinado que poesia é uma brincadeira de ideias e palavras que, a cada leitura, nos toca de uma forma diferente. Leminski (1944-1989) nasceu em Curitiba. Apesar da ascendência polonesa, taí o jeitão dele asiático. Para completar, ele amava os hai-kais, tradicionais poemas japoneses. Erra uma vez nunca cometo o mesmo erro duas vezes já cometo duas três quatro cinco seis até esse erro aprender que só o erro tem vez (do livro La vie en close ) Incenso fosse música isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além (do livro Ais ou menos ) Razão de ser ...
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