Lindo trecho da crônica Aquelemundoqueperdemos, de Cecília Meireles. O texto faz parte do livro Episódiohumano, que reúne textos da autora publicados no periódico carioca OJornal, nos anos de 1929 e 1930.
Quem ainda tem certa resistência a ler poesia, ou por achar que caiu em desuso ou por se lembrar, meio encabulado, daqueles versos bobos da época da escola, eu receito Paulo Leminski várias vezes ao dia. Ou recito, pelo menos três poeminhas dele, para ficar combinado que poesia é uma brincadeira de ideias e palavras que, a cada leitura, nos toca de uma forma diferente. Leminski (1944-1989) nasceu em Curitiba. Apesar da ascendência polonesa, taí o jeitão dele asiático. Para completar, ele amava os hai-kais, tradicionais poemas japoneses. Erra uma vez nunca cometo o mesmo erro duas vezes já cometo duas três quatro cinco seis até esse erro aprender que só o erro tem vez (do livro La vie en close ) Incenso fosse música isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além (do livro Ais ou menos ) Razão de ser ...
Uma característica desse blog é dar espaço para livros de qualquer época, não só os recém lançados. Então, não estranhem meu Top 3. Um livro não precisa ser considerado clássico ou estar na lista dos mais vendidos para ser citado. Compro, ganho, pego emprestado, descubro e redescubro livros, sem um roteiro. Espero que eles sirvam como sugestão para as leitura de 2021! 3 - O FILHO DE MIL HOMENS , de Valter Hugo Mãe. A obra de 2015 ganhou uma edição linda este ano, pelo selo Biblioteca Azul, da editora Globo, com ilustrações de Agostinho Santos e prefácio do escritor argentino Alberto Manguel. Quem poderia descrever tão bem uma história de esperança e amor de um pescador que vive à beira do mar, senão um navegante português das mais belas palavras, como Hugo Mãe? O solitário Crisóstomo sonha em ser pai; em outros vilarejos, outros personagens também sonham com o preenchimento de algum tipo de amor. Mas têm que lidar com a hipocrisia e egoísmo que se vê em sociedades de qualquer tam...
Escrito no século XIV por Giovanni Boccaccio, Decameron, ou Decamerão, dependendo da tradução, é um livro que reúne 100 novelas (ou contos) com personagens italianos que vivem situações eróticas, aplicam golpes, dão lições em mentirosos e satirizam o comportamento de religiosos. O autor usar o horror da Peste Negra como justificativa para reunir dez jovens em um castelo afastado da cidade e, assim, iniciar as “jornadas” diárias, em que cada amigo deve contar uma história. Na introdução de Decameron, é descrita a situação em Florença com a chegada da epidemia, dos sintomas ao comportamento das pessoas, além do que se via nas ruas com o passar dos dias. Dali, parte-se para uma igreja, um dos lugares de refúgio do povo, onde sete amigas de origem abastada decidem se isolar daquela situação, e convidam três rapazes para acompanhá-las. Nesse escapismo à tragédia que assolava a Europa, a cada dia um é escolhido como o novo rei ou a nova rainha, que determina, entre outras coisas, o...
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