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Argo, um resgate cinematográfico

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Não costumo comprar um livo só porque ganhou Oscar, ainda mais tendo cena do filme na capa. Mas como tinha gostado da história de Argo, dirigido e estrelado por Ben Affleck e vencedor do Oscar de melhor filme e do Globo de Ouro em 2013, vamos lá. O livro Argo (Editora Intrínseca, 256 páginas)  traz as memórias do agente da CIA Antonio Mendez, que contou com a colaboração do jornalista Matt Baglio para contar uma história de resgate cinematográfico durante o conflito Irã-EUA: o caso de seis diplomatas que conseguiram escapar do cerco dos rebeldes iranianos, que invadiram a embaixada americana em Teerã, em 1979. Com a ajuda do serviço secreto, de amigos de Hollywood e do Canadá, o sexteto conseguiu voltar para casa, ao contrário dos outros 53 americanos que foram mantidos reféns por mais de um ano. Bem antes de Mendez chegar à Teerã, com tudo esquematizado para tirar os americanos sem serem descobertos, o que é o grosso do filme, no livro ele conta bem mais detalhes do seu tr...

Cecília em prosa

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Lindo trecho da crônica Aquele mundo que perdemos , de Cecília Meireles. O texto faz parte do livro Episódio   humano , que reúne textos da autora publicados no periódico carioca O Jornal , nos anos de 1929 e 1930.

Ponciá Vicêncio, a tímida e resistente personagem de Conceição Evaristo

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A escritora mineira Conceição Evaristo, que cada vez mais é reconhecida aqui e no exterior pelas suas "escrevivências" (ela está lançando uma edição bilíngue de  Poemas da recordação e outros movimentos na Feira do Livro de Paris), tem um romance delicado, lançado em 2003: Ponciá Vicêncio . Foi meu primeiro contato com a autora, que eu tive o prazer de conhecer em um evento literário. O bate-papo com ela fui do mesmo jeito manso com que escreve. Ponciá é uma personagem que várias mulheres podem se identificar, seja pela tenacidade com que vai enfrentando novos desafios na vida, o calar para manter as forças ou a memória que temos dos familiares e que muitas vezes nos servem como referência. A protagonista, que vem de uma família de mulheres que fazem trabalhos em argila (que rendeu essa capa interessante), acaba decidindo por morar na cidade grande, o que não significa, necessariamente, que o tabuleiro de sua vida dará grandes saltos. No meio disso, há encontros e d...

Feira do Livro em Vila Isabel

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Quem mora na Grande Tijuca e São Cristovão pode aproveitar a Feira do Livro no Boulevard Shopping (antigo Iguatemi). Os estandes estão no primeiro piso do shopping até 31 de março. São livros com preços entre R$ 5 e R$ 15, a maioria de publicações infantis e juvenis. Mas há opções para todos os gostos, basta garimpar: contos de terror, culinária e biografia, exemplo. Gastei R$ 30 nesses dois clássicos. Não são edições de luxo, mas dá pra ser feliz porque são bem caprichados.

Futuro da Educação: tecnologia pode ser aliada à humanização

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Qualquer discussão sobre o futuro da educação e da formação tem que abrir espaço para os maiores protagonistas dessa história: os estudantes de hoje. E eles estiveram, com o mesmo espaço que especialistas, debatendo em 15 de março no Educação 360 Jovem Tech, evento que reuniu no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, alunos de diversas origens, professores, formadores de opinião e quem mais de alguma forma está envolvido com esse tema. A discussão foi, principalmente, sobre a eficácia e as possibilidades que as novas tecnologias oferecem para estimular, melhorar e inovar na forma de educar. Mediado por Antonio Góes, as mesas foram compostas por especialistas brasileiros, como Lucia Dellagnelo, diretora do Centro de Inovação para Educação Brasileira (Cieb); Rafael Lucchesi, diretor do Senai; e Ana Inoue, assessora de Educação do Itaú BBA. Entre os convidados estrangeiros, estavam o filipino Lee Magpili, designer da Lego Education e especialista em robótica educacional, que lev...

As Moscas, de Jean-Paul Sartre

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As Moscas, peça de Sartre, uma analogia entre a França ocupada pelo nazismo e a mitologia de Oséas, que volta à cidade de Argos para vingar a morte do pai, Agamenon. Ele descobre que os deuses se alimentam do remorso e do medo. E o grande medo dos deuses é que o Homem descubra que é Livre! Vale a pena!

Jubiabá, do grande mestre

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A primeira obra que li de Jorge Amado foi Jubiabá , um livro já antigo, amarelado, que tinha na minha casa. Mas longe de ser a primeira versão, que aconteceu em 1935. Nem por isso, como até hoje podemos verificar, ficou ultrapassado. Quem ainda não leu, ou tiver o prazer de reler, vai se deparar com assuntos muito atuais, como a organização dos trabalhadores para garantirem melhores condições das suas labutas; os sonhos, muitos não realizados, para se escapar da pobreza; o preconceito racial; e a modificação das pessoas por meio da politização. Jubiabá ganhou, em 2009, uma linda versão em quadrinhos do cartunista Spacca (que eu utilizo aqui para ilustrar o texto que fala, na verdade, de João Balduíno, o protagonista. Jubiabá é o nome do pai de santo e uma espécie de conselheiro do Morro do Capa Preto, em Salvador, onde é criado o menino Baldo. Muito se fala de outro romance de Jorge Amado, Capitães da Areia , como um romance de formação. Mas eu também vejo Jubiabá dessa forma. ...